10 anos sem Andy Irons: surfista e ídolo havaiano

Em 2020, completam-se 10 anos da morte de um dos surfistas mais inspiradores de todos os tempos, o havaiano Andy Irons. Assim, se ainda estivesse entre nós, Andy teria completado 42 anos na última semana (24/07).

Tricampeão Mundial de surfe

Antes de mais nada, o surfista foi tricampeão Mundial (em 2002, 2003 e 2004) e tetracampeão da Triple Crown, a tríplice coroa havaiana (em 2002, 2003, 2005 e 2006).

Particularmente, sempre o admirei por sua personalidade destemida, o que fazia com que aquele fenômeno jovem – “irmão do Bruce Irons” – mandasse muito bem nas ondas.

Contudo, foi em 2006 que me tornei verdadeira fã, ao vê-lo vencer a final do Rip Curl Pipemasters, em Pipeline, na North Shore do Hawaí: a disputa final fora contra, ninguém menos, do que outra lenda do surfe, Kelly Slater.

A última bateria da competição havia terminado, A.I. era o novo campeão do Pipemasters e, enfim, deixava o mar, após a queda.

Vários “fãs” o abraçavam nesse ínterim e, apesar de toda a adrenalina correndo em suas veias, ele retribuía o carinho. Ainda que, talvez, em um momento não dos mais convenientes para um atleta, imagino eu.

Alguns anos depois, em 2010, Andy Irons faleceu em um hotel em Dallas (EUA), aos 32 anos, quando retornava de uma etapa do circuito mundial (World Champion Tour – WCT) em Porto Rico.

Ele já estava na cidade quando teve febre e, desse modo, pela primeira vez em sua carreira, desistiu de participar de uma competição.

O tricampeão seguia em direção à sua casa ao Havaí quando, no hotel em que fazia escala, foi encontrado sem vida, em virtude de uma parada cardíaca.

De acordo com o laudo médico, provavelmente uma artesclerose (doença cardiovascular crônica), foi a causa.

Há quem afirme, contudo, que o atleta pode ter ingerido substâncias que,
em conjunto com outros 2 remédios dos quais fazia uso (desde os 18 anos de idade, para ansiedade), teriam sido letais.

Seja como for, naquela altura de sua vida, Andy possuía ainda mais motivos para querer viver. Sua esposa , Lyndie Irons, estava grávida de oito meses quando tudo aconteceu.

Assim, o bebê do casal foi batizado de Andy Axel Irons, em homenagem ao pai, tricampeão mundial.

Andy Irons Forever

Posteriormente, foi lançada a marca “Andy Irons Forever”, pela a Billabong, sua patrocinadora.

Me peguei questionado como estaria o ídolo, se ainda estivesse entre nós.

Certamente, Andy também teria vibrado com o surfe entre as novas modalidades que passaram a fazer parte dos Jogos Olímpicos.

Da mesma forma, é provável que o atleta estivesse perplexo – assim como toda a humanidade que um vírus tenha sido capaz de adiar o maior evento esportivo do mundo.

Evento que, inclusive, tinha sua final de surfe marcada para acontecer, no dia 29/07, não fosse pela pandemia.

Na minha opinião: ele estaria na ativa, com seu espírito selvagem, sem dúvida compondo a bancada do surfe de respeito, ao lado de outros monstros da atualidade.

Antes de tudo acontecer, anualmente, A.I. realizava um campeonato local, juntamente com sua família, o “Irons Brothers Pinetrees Classic”.

Paixão pelo surfe

Com o intuito de levar à comunidade aquilo que ele desejara ter na sua infância simples – no North Shore de Kauai – o campeonato incentiva a paixão pelo surfe, na próxima geração de surfistas.

Se estivesse entre nós, ele provavelmente seria o principal incentivador do pequeno Axel no esporte.

Mas, tenho certeza, a grande inspiração que ele deixou para o filho, e para todos seus fãs, independe de sua presença física entre nós: esperar, surfar, superar e voltar, ainda melhor (repete o ciclo).

Enfim, pra quem quiser se aprofundar na emocionante história do ídolo, o documentário “Andy Irons: kissed by God” (de 2017) é aclamado por seus fãs, ao redor do mundo.

Bem como, para quem quiser conhecer o trabalho da instituição que leva seu nome, a “Andy Irons Foundation”, o website é www.andyironsfoundation.org/

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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