Seleção brasileira de Futebol: mulheres e homens receberão o mesmo valor

Finalmente igualdade de gênero na Seleção Brasileira de Futebol: “E o teu futuro espelha essa grandeza” 

Não é novidade que há, ainda hoje, diferenças de tratamento entre os gêneros e, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, o Brasil está na 95ª posição dos 144 países que apresentam maior desigualdade de gênero. 

Tratamento igualitário

A luta pelo tratamento igualitário tem ganhado cada vez mais voz em todas as áreas. Certamente, são passos pequenos, mas contínuos para que num futuro homens e mulheres, em todas as atividades sejam iguais. 

Iguais, por certo, quanto a salários, tratamento, oportunidades de emprego e ascensão profissional, respeito ao corpo e ao pensamento crítico, respeito às escolhas feitas na condução de suas vidas. 

Diariamente mulheres brasileiras, em todas as posições sociais, em todas as atividades, travam uma batalha, silenciosa ou não, ostensiva ou não.

Para terem as mesmas oportunidades, definitivamente, que os homens. 

O dia 02/09 ficou marcado para a história, afinal, o universo do futebol ainda é bastante machista e possuía um abismo de tratamento.

Entre homens e mulheres como se as jogadoras femininas fizessem apenas figuração e entretenimento. 

Presidente da CBF

Ontem o presidente da CBF, Rogério Caboclo, fez um anúncio que inegavelmente elevou o Brasil a um novo patamar:

Diárias dos jogadores

As diárias dos jogadores, homens e mulheres da Seleção Brasileira finalmente serão iguais. 

Ou seja, mulheres e homens receberão os mesmos valores por seus trabalhos dentro da Seleção, durante as convocações para os jogos ou durante o período no qual estiverem na Seleção. 

Sem dúvida uma alegria de encher os olhos e uma grande vitória para o gênero feminino que a anos luta por igualdade no esporte.

A técnica da Seleção Feminina, Pia Sundhage e toda a sua equipe tem motivos para comemorar. 

Essa medida não é uma inovação visto que o Brasil passou a seguir a tendência dos outros países.

Mas é uma grande vitória para o esporte, para o País e para as mulheres que ganham mais força na luta por tratamento igual. 

Essa decisão não só valoriza as mulheres atletas bem como serve de estímulo, já que não se trata apenas de um tapinha nas costas dando parabéns pelo trabalho, mas de fato a valorização da importância da mulher no futebol. 

Do mesmo modo se trata da busca pelo equilíbrio, pela igualdade que deve se expandir a cada dia mais e mais para todos os setores: público, privado e todos os esportes. 

Com essa medida o Brasil sobe mais um degrau para a visão mundial de desenvolvimento e igualdade e dessa forma ganha maior visibilidade e respeito das demais nações. É um grande motivo de orgulho para o povo brasileiro. 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.