Vinho: Dicas para os dias mais frios

Vinho: Dicas para os dias mais frios

Antes de mais nada, em período de isolamento social e com a chegada da
estação mais fria do ano, a tendência é consumirmos pratos quentes mais
cremosos e encorpados.

Isto é, a definição de um bom vinho é primordial para harmonizar com o menu escolhido.

Nesse post, vamos passar algumas dicas e esclarecimentos dados por uma
especialista no assunto.

Segundo, Silvia Gonzaga, é sommelière e professora na ABS-MINAS (Associação Brasileira de Sommeliers Minas) e no IGA (Instituto Gastronômico das Américas).

Produz o Cave 18, que é um espumante boutique elaborado no
Vale dos Vinhedos/RS. Atualmente faz palestras, ministra cursos sobre
vinhos e presta consultorias para restaurantes.

Para familiarizar com o mundo do vinho é importante compreender o
conceito de sommelier. O termo na antiguidade retrata o profissional que
servia o vinho para os reis da Corte.

Em outras palavras, hoje é o profissional responsável pela adega dos restaurantes ou lojas, aquele que faz a carta de vinhos e auxilia os clientes na escolha. Desse modo, a título de curiosidade, a profissão de sommelier só foi regulamentada no Brasil, em 2011.

Para Silvia, com a chegada das baixas da temperaturas, o corpo pede
comidas mais quentes. E muita gente passa a ter dúvida de como
harmonizar o prato com o vinho.

Pois um dos aspectos a ser observado, é o “peso” do prato. Analogamente, uma carne mais forte, demanda um vinho com as mesmas características. Vinhos que passam por madeira são mais encorpados e uma ótima opção!

Uvas

Contudo, dentre uma vasta gama de uvas, com mais de 5 mil qualidades, as
mais consumidas são: Cabernet Sauvignon, Malbec, Carmenere, Merlot,
Tannat, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Syrah. Para ela, a idéia é não se
restringir a uva, primeiro devido a variedade que existe e segundo, porque a mesma uva pode fazer vinhos muito diferentes.

O que ela recomenda é experimentar vinhos novos, para conhecer sabores diferentes.

Espumante

No que tange ao consumo de espumantes nesta estação, a mesma afirma
que as vendas são mais reduzidas definitivamente.

Entretanto, há clientes que não abrem mão. Nesse sentido, um espumante bem interessante é o Cave 18, que conta com 3 variações: o branco brut, o branco nature (sem açúcar) e o rose brut.

Desta forma, devemos entender que o espumante boutique é feito em
pequena escala. No caso do Cave 18, o método utilizado é o champenoise,
mais artesanal, fica 18 meses na adega maturando. Vale ressaltar, que todos
os rótulos são colados manualmente.

Aumento do consumo

Na concepção da sommelière, o aumento do consumo de vinho na
quarentena se dá pelas temperaturas amenas, por ter uma graduação
alcoólica mais baixa que os destilados e por ter um efeito relaxante diante
de toda esta tensão que o isolamento social vem trazendo. O mesmo tem
servido como um “ bálsamo”, mas sempre lembrando que deve ser
consumido com moderação.

O ideal é que o vinho seja apreciado devagar, sem pressa. Outra dica
importante é o consumo simultâneo com uma taça de água, ou seja, sempre
que servir uma taça de vinho, sirva outra de água.

Custo benefício

Quando o assunto é custo benefício, Silvia afirma que os vinhos
importados mais consumidos no Brasil são: os chilenos, os argentinos e os
portugueses. Desse modo chama a atenção para a possibilidade de
encontrarmos vinhos nacionais no mesmo patamar dos importados.

Enfim, independente da sua escolha ser tinto, branco ou rosé, o que
não pode faltar é um bom vinho.

Beba com moderação! # Proibido para menores de 18 anos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.