Entrevista com Tom Santana: Mister Minas Gerais CNB

Desde o início, Tom Santana deixou claro que sua entrada no universo dos concursos masculinos não partiu de uma busca por visibilidade vazia. Na prática, a decisão de disputar o Mister Minas Gerais CNB foi motivada pela possibilidade de usar o concurso como espaço de posicionamento, onde trajetória, disciplina e propósito têm tanto peso quanto a imagem apresentada no palco.
Formação e construção de imagem

Natural de Belo Horizonte, Tom construiu sua relação com o corpo e com a imagem a partir de bases concretas. Além disso, sua formação em Educação Física, aliada à atuação como personal trainer e modelo, moldou uma visão mais técnica sobre preparo físico, rotina e consistência. O corpo, para ele, é consequência de método, e não apenas um cartão de visita.
Masculinidade em perspectiva contemporânea
Ao falar de masculinidade, Tom adota um discurso alinhado ao seu tempo. Nesse sentido, ele entende que ser homem envolve responsabilidade emocional, respeito e coerência entre discurso e atitude. A força, segundo ele, não elimina a escuta nem o aprendizado. Pelo contrário, amadurece quando caminha junto com consciência e identidade.
Estereótipos que precisaram ser revistos
Durante o processo, Tom precisou enfrentar estigmas ainda presentes no imaginário coletivo. Por outro lado, quebrar a ideia de que concursos masculinos se resumem à aparência foi apenas parte do caminho. Também houve o desafio de desconstruir a expectativa de que homens não falem sobre sentimentos ou vulnerabilidade, algo que ele encara como limitação ultrapassada.
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O peso real do título
Com a conquista do título de Mister Minas Gerais CNB, veio uma leitura mais ampla sobre responsabilidade. Ao mesmo tempo, Tom passou a compreender que cada fala e cada atitude ganham outra dimensão quando se representa um estado inteiro. A visibilidade ampliou o alcance, mas também o cuidado com posicionamentos.
Preparação além do treino físico
A rotina de preparação exigiu mais do que condicionamento físico. Ainda assim, conciliar trabalho, treinos e demandas do concurso sem perder equilíbrio emocional foi um dos maiores desafios. Para Tom, a constância diária teve mais impacto do que momentos de intensidade, especialmente nos períodos de pressão.
Autoconfiança construída sem comparação
Quando o assunto é autoconfiança, Tom evita comparações como regra. Por isso, ele defende que olhar excessivamente para o caminho do outro enfraquece a própria identidade. A segurança pessoal, em sua visão, nasce do entendimento claro sobre quem se é, somado a disciplina e autoconhecimento.
Valores que sustentam a imagem pública
Para além da aparência, Tom acredita que um Mister precisa sustentar valores sólidos. Dessa forma, respeito, empatia, disciplina e responsabilidade são elementos que permanecem quando os holofotes diminuem. A imagem pode abrir portas, mas são esses valores que garantem permanência.
Minas Gerais como referência pessoal
Minas Gerais aparece de forma natural na maneira como Tom se comunica. Inclusive, ele associa sua identidade mineira à simplicidade, ao trato direto e ao respeito nas relações. Essa base cultural influencia tanto sua postura pública quanto a forma objetiva com que se posiciona em ambientes diversos.
Bastidores que transformam a percepção
Nos bastidores do CNB, Tom encontrou um cenário diferente do que muitos imaginam. Nesse contexto, o nível de profissionalismo, a intensidade emocional e as histórias pessoais dos candidatos ampliaram sua visão sobre concursos masculinos. Existe entrega e preparo que raramente chegam ao público final.
Saúde física e mental como pauta constante
Entre os temas que Tom considera essenciais está o cuidado com a saúde física e mental. Além disso, ele reforça que desenvolvimento pessoal não tem prazo e que homens precisam falar sobre autocuidado sem receio. O concurso, para ele, também funciona como espaço para esse tipo de mensagem.
Equilíbrio entre vida pessoal e exposição
Lidar com exposição pública exige limites claros. Por fim, Tom entende que visibilidade faz parte do processo, mas não pode apagar a vida pessoal. Organização, prioridades bem definidas e consciência de quem se é fora dos eventos são fundamentais para manter equilíbrio.
Um conselho para quem quer seguir esse caminho
Ao falar com outros homens que pensam em disputar concursos, Tom Santana é direto. Em resumo, não vale tentar construir um personagem. Cuidar da mente, do corpo e respeitar o próprio tempo são passos essenciais. O concurso amplia o que já existe, mas não cria identidade do zero.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
