Thando Hopa top model internacional: negra, ativista e albina

Thando Hopa top model internacional: negra, ativista e albina

Primeiramente em meio à mobilização em prol da causa racial que tem, admiravelmente, ocorrido por todo o mundo nos últimos dias.

O dia 13 de junho foi dedicado ao debate sobre o albinismo, no Dia Mundial do Albinismo.

Confira entrevista com a Top Model internacional Isabeli Fontana: https://lifestyle.uai.com.br/byoo-historias/entrevistas-lucas-machado/isabeli-fontana-lucas-machado-entrevista-a-top-model-internacional/

Portanto nesse contexto que trazemos à tona a história da inspiradora ativista e top model internacional Thando Hopa: negra, africana e albina.

Desde já quando o assunto é causa racial, a propriedade de Thando Hopa vem do sangue que corre em suas veias, entretanto, seu lugar de voz não para por aí.

Ativista

Todavia formada em direito, a sul africana é Promotora de Justiça, e ativista de causas que envolvem os temas diversidade e empoderamento das minorias.

Hopa cresceu em uma sociedade pigmentada (“pigmented society”), segundo ela, cercada de pessoas de origem indígena e negra, sendo a única a possuir a pele branca.

Entretanto descoberta por Adwoa Aboah – a também top model e ativista britânica foi quem – enviou fotos de Hopa para Tim Walker, fotógrafo do badalado Calendário Pirelli.

Confira nossa entrevista com a jornalista: https://lifestyle.uai.com.br/byoo-historias/entrevistas-lucas-machado/ana-paula-padrao-confira-a-entrevista-com-a-jornalista-aqui-no-yoo-mag/

Enfim convidada para posar para o calendário, de antemão, ela evitou, em razão de sua agenda de compromissos profissionais como Promotora de Justiça.

No entanto, acabou por ser aceitar ser clicada para o calendário, em 2018, e se consagrou como top model internacional.

Logo após foi projetada como um dos rostos e vozes de inegável destaque, quando o assunto é igualdade racial.

Sobretudo seu ativismo, representatividade – inclusive no mundo da moda – e talento.

Portanto ela foi a mulher albina que pela primeira vez na história estampou uma das capas da revista Vogue (de Portugal).

Embora quando criança, seus pais jamais a chamaram para uma conversa oficial advertindo-a sobre ser “diferente” das demais crianças,.

Além disso era exatamente assim que ela se sentia: apenas uma criança como todas as demais.

Antes de tudo os cuidados práticos que ela deveria ter com sua pele lhe foram passados em casa, desde nova.

Mas as implicações sociais e culturais da cor de sua pele ocorreram de forma muito gradual até a adolescência.

No ensino médio, em razão do julgamento social, não conseguia se sentir bonita.

A Promotora de Justiça sul africana, que queria ser atriz, cursou a faculdade de direito o que, segundo ela, ajudou a moldar seu caráter psicológico.

Certamente sua filosofia política e seu senso de justiça, conforme ela veio a perceber mais tarde.

Revista Forbes

Segundo a top model ela pintava as sobrancelhas e cilhos, desde os 12 anos de idade, na tentativa de esconder o albinismo e ser atraente.

Até que em certo momento de sua vida adulta – quando Promotora de Justiça, inclusive – foi pedida pela revista Forbes, na sessão de fotos.

Assim para apresentar um look natural: ali começou sua jornada de busca pela sua auto- estima, que não dependesse da validação de outras pessoas.

Expressão grega

Posteriormente ela decidiu que a beleza para ela só existiria a partir do momento em que abraçasse quem ela era, sentindo bastar-se para si própria, na expressão grega: você é tão perfeita, quanto você se basta.

Dentre os vários conceitos utilizados pela sociedade, Hopa não considera o termo “especial” positivo pois, segundo ela.

Porque tal palavra separa o indivíduo de sua humanidade, por exemplo, e isso é um problema, já que: não importa se o indivíduo está sendo diminuído ou mesmo enaltecido.

Naquela situação, quando é chamado de “especial” está sendo tirada dele sua humanidade, de toda forma.

Albinismo

Acima de tudo para a ativista, só é possível lidar de maneira adequada com questões como o albinismo – ou com qualquer outra, da qual não se saiba muito à respeito – a partir do momento em que as pessoas possuam “empatia”, colocando-se no lugar uma das outras.

Ao passo que, isso não basta, diante de assuntos como diversidade e igualdade racial, a sociedade deve buscar a “informação”, pois não é suficiente que os indivíduos baseiem-se nas percepções que possuem.

Afinal, é necessário uma sociedade atenta e receptiva às informações verdadeiras, e que vá atrás de tais informações, vindas das minorias: as vozes que possuem propriedade no assunto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.