Barbie
Catfish. Não, não vi o filme. Talvez veja, talvez não. Talvez vá até de rosa, no melhor estilo cowboy. Não, isso é mentira. Talvez veja Oppenheimer só pra mostrar minha rebeldia instagramável.
Mas fato é que spoiler do filme B não falta: talvez já até tenha visto tudo, pois só se fala nisso. Foi assim com Titanic – já sabia de tudo, desde o colar e desenho, a dança, o naufrágio (óbvio) a tábua de cinco metros não compartilhada, ele na paleta inverno frio. Tudo.
Eu fui criança barbie. A primeira vez que vi uma e entendi que era uma boneca já quis. Demorei um pouco pra ter, pois na época era mais fácil trocar a moeda de um país que ter um brinquedo daqueles. Mas tive várias. Loira, morena, veterinária, princesa, Ken, Bob, cachorro, Skipper (quem lembra?), carro rosa brilhante.
A casa não tive – era outro patamar, tinha que entrar até com financiamento no banco para ter uma. Mas isso não impedia a imaginação de brilhar. Era cada mansão construída com lego, com brinquedo do irmão, misturava com mini móveis criados de sei lá o quê.
Às vezes era coisa de duas horas para montar e fazer toda produção do espaço que ficava até cansada de brincar depois – demandava muito, B era muito exigente.
Não aceitava qualquer coisa: não era qualquer bancada de granito que agradava, tinha que ser mármore italiano. Painel ripado. Móveis estilo minimalista, branco, neutro, “atemporal”. Mas ela mandava, eu obedecia.
Tinha uma maleta específica – maleta da Xuxa – só para suas roupas, sapatos e objetos de uso pessoal. B era perua. What a bitch! Ops beach… Barbie praia, tinha também. Às vezes seu cabelo ficava tão ensebado de molhar que tinha que cortar bem curto – quem nunca? Rs.
Se pensar B foi minha primeira cliente. Relação meio tóxica eu acho. Mas me ensinou muito. Limites dentro do contrato, direitos e deveres, ética e respeito. Limites de uma obra – começou de manhã, então vai até o horário do almoço, começou final de tarde até a janta – e por aí vai.
Não quero fazer o quarto, to cansada – então acabou a brincadeira, senão corto seu cabelo. Essa dualidade dentro da relação me fez me tornar quem sou. Obrigada B por seus ensinamentos. Gratidão!
Instagram Raissa Fortes Design
Comparar sua vida com a dos outros enfraquece sua confiança
Pensar rápido nem sempre é um problema. Em alguns momentos, um fluxo intenso de ideias…
A vida em modo acelerado aumenta a ansiedade, esgota a mente e transforma a rotina…
A vida noturna em BH está mudando, e a geração Z ocupa um papel central…
Ambientes que unem natureza, descanso e boa gastronomia ganham força entre famílias e viajantes que…
Importância da Segurança dos alimentos em meio ao calor e período de carnaval Embora o…
Ver comentários
Parabéns Raissa, muito interessante entender como foi sua experiência com a Barbie.
Muito bom! Mostra o quanto a Barbie é , foi e será elitista. Mundo paralelo do real, o supérfluo e a perfumaria detestável nas classes mais abastadas, mas é preciso brincar de Barbie para descobrir isso.
Parabens pelo texto! Amei
Muito bom ?
Muito interessante Raissa! Obrigada por compartilhar sua experiência com a Barbie. Bom para eu entender melhor como a minha neta de 5 anos está percebendo a Barbie.