Plebe Rude: punk rock contra a ditadura

No meio da ditadura, entre protestos e gritos silenciados, a banda encontrou nas guitarras os sons pela liberdade.

Plebe Rude, o punk rock de Brasília que conquistou fãs em vários lugares do Brasil e do mundo.

O ano era o de 1981 e o surgimento da turma veio na época da censura, pois a música era um dos poucos caminhos de protestos do país.

O punk rock contra a ditadura

Uma luta extrema, que tinha na rebeldia característica do punk a grande engrenagem de luta por dias melhores.

Hoje em dia, o grupo ainda vive e é formado por:

Philippe Seabra, nos vocais na guitarra; Clemente Nascimento, dos “Inocentes”, também nos vocais e na guitarra; André X no baixo e nos vocais; e Marcelo Capucci na bateria.

União de bandas

A “Turma da Colina” — como a molecada da música de Brasília era conhecida, que unia nome como a banda Aborto Elétrico (que depois seria Capital Inicial), Legião Urbana, Blitx 64, Metralhas e outras — já chegou com os “dois pés nas portas”, com a canção a Pressão Social.

A banda dos anos 80

O sucesso foi meteórico e fez parte de toda a história do rock brasileiro que, nos anos 80, já que tinha uma forma relevante no Brasil.

Aliás, basta trazer para o debates nomes de artistas como Cazuza, as bandas Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso, Titãs, Legião Urbana, entre outras.

Quanto aos meninos da Plebe Rude as referências artísticas eram diversas,
mas, ainda assim, eles se uniram em prol de um projeto que visava, primeiramente a luta por liberdade.

União com Legião Urbana

No currículo da banda, o show realizado em Patos de Minas no dia 5 de setembro, de 1982.

Na ocasião, a Legião Urbana havia sido formada há pouco tempo e abriu um show da Plebe Rude.

Contudo, os ditadores, mais uma vez, fizeram questão de deixar claro que o comando estava com eles.

Foi assim que depois da apresentações os integrantes das duas foram presos.

Mas fica sempre a marca de uma luta sem armas e da verdadeira revolução feita pela cultura, poesia e todo tipo de expressão artística.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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