Autores independentes

Autores independentes. Sugerimos com muito gosto alguns autores independentes que merecem a sua atenção, afinal nem só de grandes redes vive o mercado literário.

Depois das polêmicas, e foram muitas, que cercaram a bienal do livro do Rio de Janeiro resolvemos levantar esse assunto, porque o mercado editorial brasileiro anda mal das pernas e já algum tempo.

As livrarias gigantes, como Saraiva e Cultura, duas gigantes do varejo estão
fechando lojas Brasil afora, e devem verdadeiras fortunas as editoras. Na
contramão desse caos, cada vez mais autores tem publicado de modo
independente ou em pequenas editoras.

E se nesse momento você está torcendo o nariz e pensando que os livros não devem ser interessantes ou ainda esteticamente bonitos, confira a pequena lista abaixo e no final conta pra gente o que achou.

À cidade – Mailson Furtado

Uma das grandes revelações é o cearense Mailson Furtado. Ele é poeta e foi o vencedor do prêmio Jabuti de 2018, Livro do Ano. Pra quem está achando
pouco, essa foi a primeira vez que um autor independente venceu a premiação.

Mailson fez tudo sozinho, capa e até campanha de financiamento. O quarto
livro do autor foi inspirado na Pedra do Reino, de Ariano Suassuna e nas tantas histórias de construção da sua cidade, Varjota e da sociedade local.

O peso do pássaro morto – Aline Bei.

O livro narra a história de uma mulher dos 8 aos 52 anos, e todas as amarguras e perdas da vida cotidiana. A obra é toda narrada em versos prosa e mostra o estilo único defendido pela autora. O peso do pássaro morto, primeiro livro de Aline Bei, venceu o prêmio Toca, em 2017.

Ogbun: cronologia do Mundo

Uma ficção africana de um autor brasileiro. Ele publica na Amazon, mas é
independente.

Papel manteiga para embrulhar segredos – Cristiane Lisbôa

Cristiane Lisbôa viaja o Brasil levando o poder da palavra em forma de oficina, a Go-go, Writers, é autora de seis livros, dentre eles papel manteiga, descrito como “Livros que receitam são tão íntimos quanto o amor. Receitas são letras e não o bolo em si, a bandeja. Porque palavras se transformam em bolo se você quiser. Eis um romance permeado de receitas até para quem não tem fogão. Cozinhe e faça a sesta, uma vez que as cartas/capítulos deste romance levam o leitor ao sombreiro que a boa literatura traz aos bons de prato”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.