Investir em Startups

Investir em Startups. Antes de mais nada você sabia que a cada segundo nascem 3 startups no mundo! E como será que elas nascem? A partir do quê, como, que tipo de “parto” foi?

Primeiramente esse modelo de negócio surgiu de mentes jovens e arrojadas, que conseguem identificar problemas e soluções paras as mais diferentes áreas e que tem o objetivo de facilitar, integrar e dinamizar a nossa vida, através de tecnologia e muita criatividade.

Como todo negócio, visam lucro, certo? Porém, uma ideia não se desenvolve somente através da energia e inteligência de quem a criou, é necessário investimento, capital, dinheiro mesmo.

Um plano de negócio, onde haja baixo custo de manutenção e monetização através de produtos ou serviços em escala quase ilimitada, é o “pulo do gato” para uma startup alavancar sua viabilidade e atrair potenciais.

Planos de negócios

Assim, o objetivo das startups não é permanecer neste cenário de incertezas para sempre. Elas querem se desenvolver, visam a sustentabilidade, passando assim a ser uma empresa altamente lucrativa.

E é nesse ponto que o investidor tem o papel-chave na vida da startup. E agora, como começar? Quais as opções? Quando a Startup está nascendo, tem-se uma ideia, mas nem sempre o capital.

O investidor faz o elo entre o dinheiro e a ideia, analisando as vantagens e o tempo de retorno.

Vejamos os modelos de startups e as possibilidades de investimento para o nascimento de cada uma:

Bootstrapping: é quando os empreendedores investem o próprio dinheiro no negócio. A grande maioria das startups começa assim, até que se consiga investidores maiores;

Capital semente: são investimentos vindos de incubadoras de empresas, que apoiam as startups no processo de implementação e organização de operações, porém é
necessário ter um produto/serviço já lançado no mercado e algum faturamento;

● Investimento-anjo: feito através de pessoas físicas que acreditam no potencial da empresa, mas que não entra somente com aporte capital, dispõe de tempo, experiência, conhecimento técnico e rede de relacionamentos para desenvolver a empresa;

● Aceleradora: são modelos de incubadoras mais complexas, onde seguem uma logística de negócio mais focada em mentoria e gestão. Geralmente têm um processo que pré-estabelecido entre três e oito meses e em troca recebem uma participação acionária da empresa;

● Venture Capital:

É uma modalidade para alavancar uma startup no mercado financeiro. Empresas maiores compram uma participação minoritária de empresas menores – porém já consolidadas, com produtos/serviços dentro da mesma área de interesse.

● Venture Builder:

Modelo que mescla características

Aceleradoras e Venture Capital, pois oferece todo o planejamento estratégico em todos os setores, financeiro, jurídico, desenvolvimento de produto/serviço, através das outras startups que estão conectadas à empresa.

A princípio trabalham como co-founders das empresas aumentando a rede de relacionamento, ainda assim, no intuito de fortalecer a marca e conseguir conexão com empresas maiores.

Com a finalidade inicial de uma Venture Builder numa startup é maior do que os outros modelos, visto que a oferta de serviços e a chance de se obter sucesso no negócio também é maior.

Planejando e estabelecendo objetivos claros e específicos, uma startup tem grandes chances de ser um sucesso! Por isso pesquisar sobre a reputação dos investidores também é importantíssimo, afinal de contas, estamos falando de concretização de ideias inovadoras.

E como conseguir retorno do investimento? É aqui onde o investidor coloca seus olhos… no retorno. E pra entender esse processo, dividimos em cinco principais formas de recuperação do capital investido:

Investir em Startups: Compra por outra empresa

Antes de completar 5 anos de vida, a empresa da qual você é investidor é comprada por outra. Nestes casos, você receberá a sua parte, proporcional ao percentual que você tem investido.

Aporte de terceiros

Sua empresa recebe um novo aporte e você poderá ser diluído. Isso é bastante comum no mundo das startups, e não pode ser considerado algo negativo, pois por mais que você seja diluído.

O fato de receber um novo aporte provavelmente estará aumentando o valor da empresa e, consequentemente, apreciando a sua participação.

Nestes casos, a empresa costuma ser transformada em S/A, e você converterá o seu mútuo em ações. Com isso, você passará a receber dividendos e a usufruir da valorização do negócio.

Transformação em S/A obrigatória (contratual)

Após o prazo de 5 anos, a empresa atingiu os critérios de crescimento pré-definidos, fato que a obriga contratualmente a ser transformada em S/A.

Neste caso, seu investimento também é transformado em ações e passará a receber dividendos e a usufruir da valorização do negócio.

Empresa não vira uma S/A

É quando a startup não atingiu os critérios de crescimento estabelecidos). O investidor receberá seu investimento corrigido por um percentual pré-definido do CDI (valor informado no material da oferta).

Empresa não dá certo

Aqui está o risco do investimento – Investir em empresas escaláveis é arriscado, e este cenário deve ser considerado. Daí a necessidade de um bom planejamento e ampla pesquisa antes de investir em ideias, produtos ou serviços inovadores.

É essencial estar atento ao ecossistema de startups para saber quais são as empresas com boas perspectivas de explodir. Com o tempo, uma parte das startups deixarão de existir, ou trarão um resultado razoável.

Mas que, apesar disso, alguns desses negócios um dia serão empresas do porte do Uber, do AirBnB e do Facebook.

Conhecendo, conversando e estando antenado aos rumos da tecnologia, é possível investir com segurança e retornar o capital com grandes possibilidades de lucros em períodos médios.

E então? Vale a pena? Vale!

Como você viu, o investimento em startups pode ser uma alternativa muito interessante de diversificar seus investimentos, sendo inclusive muito acessível até para o pequeno investidor.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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