O garçom que se tornou proprietário de uma popular churrascaria

Empreendedor construiu sua própria oportunidade de sucesso ao lançar a churrascaria Picanha da Esquina, que conquistou o público local

O garçom que se tornou proprietário de uma popular churrascaria

Foto crédito: Mariza Santos/Empreender em Goiás

Primeiramente a má notícia transformou a vida de Marcelo Manoel Moreira e fez dele um grande empreendedor: após treze anos de trabalho em um restaurante de frutos do mar, recebeu, sobretudo a informação do seu desligamento. O que foi um momento difícil resultou na decisão que seria a virada de chave em sua carreira.

Mas com dezoito anos de experiência no setor de alimentação fora do lar, Marcelo resolveu abrir o próprio restaurante, e como um associado da Abrasel. Com a indicação de um amigo, negociou o uso de um ponto comercial em sua cidade, Aparecida de Goiânia, e abriu seu serviço de espetinhos em 2013.

Tendo atuado principalmente como garçom, precisou acumular funções de compra de insumos, preparação dos espetos e preparo na churrasqueira, além de receber os pagamentos dos clientes. Após seis meses em uma rotina pesada de trabalho, contratou o primeiro de dois garçons.

No entanto o empreendedor, para não perder vendas, aproveitou o apoio dos funcionários e passou a realizar entregas quando algum cliente solicitava.

Com um ano de operação, recebeu projeção em um jornal local e essa visibilidade marcou a conquista de um novo público e o aumento do faturamento.

Uma trajetória marcada por desafios

A rotina intensa, movimentada e o volume de trabalho não impediram o restaurante de seguir crescendo. Marcelo fez um novo acordo e conseguiu construir o próprio estabelecimento em um lote próximo ao ponto onde deu início à sua história. A churrascaria Picanha da Esquina foi inaugurada em 2017.

O empresário conta que todo esse processo foi custeado por recursos do restaurante. Ele mantinha uma boa organização financeira e conseguia equilibrar bem as despesas, fazendo planejamentos para o período do ano seguinte.

Durante a pandemia, a churrascaria tinha uma reserva e seguiu operando no formato delivery. No entanto, as adversidades dessa fase chegaram ao restaurante, que pegou seu primeiro e único empréstimo.

Marcelo diz que foi um momento difícil na história do negócio, com a diminuição das vendas e o esforço para manter todos os funcionários.

Hoje, desde a reabertura ao público, o restaurante já voltou a operar normalmente e tem conquistado cada vez mais clientes.

A persistência deu retorno

Sempre focado em cumprir o seu trabalho com excelência, Marcelo conta que desde seu tempo como garçom já buscava se qualificar. Fez cursos pelo Sebrae e, após abrir o próprio restaurante, manteve o foco em oferecer a melhor experiência para o seu consumidor.

No início dessa jornada, sua meta de vendas era modesta: trezentos reais por dia. Hoje, o Picanha da Esquina tem mais de trinta funcionários e chega a faturar de 18 a 20 mil diários. O empresário conta que já chegou a vender 250 quilos de picanha em uma operação.

Dentre os investimentos que Marcelo realizou no próprio negócio, instalou uma brinquedoteca e está em processo de montar uma choperia. O empreendedor também está focado em melhorar o espaço para torná-lo mais receptivo aos clientes, por meio da instalação de aparelhos de ar-condicionado no espaço dos banheiros e a troca de móveis.

Além disso, a busca por inovação no cardápio também faz parte do interesse do empresário por garantir ao seu público a melhor experiência. Em viagens, Marcelo descobriu boas ideias para tornar o menu da churrascaria ainda mais atrativo, e incorporou novos pratos como o bife de chouriço inspirado na culinária argentina e o feijão tropeiro mineiro, que se tornou um dos carros-chefes da casa.

Ensinamentos do empreendedor

Ao ser questionado sobre quais conhecimentos poderia transmitir para outros empreendedores do ramo, Marcelo diz que sua principal dica também corresponde ao maior desafio da churrascaria atualmente. Segundo ele, o investimento em mão de obra é essencial para o sucesso do negócio.

O empresário conta que encontrar funcionários qualificados tem sido uma tarefa difícil, mas que este é um fator importante para o restaurante oferecer sempre o melhor atendimento ao seu público. Marcelo também afirma que vale a pena oferecer bons salários para uma equipe eficiente e que traga resultados.

Em uma analogia com o esporte, ele diz: “você não pode montar um time de futebol que ganhe títulos se não investir nos jogadores”. Para o empreendedor, a experiência do cliente deve ser um dos maiores pontos de foco do negócio, e que funcionários bem treinados e um espaço receptivo fazem toda a diferença.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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