Como se proteger das doenças infectocontagiosas que não possuem vacina

Como se proteger das doenças infectocontagiosas

14 de maio de 1796 a primeira vacina foi desenvolvida. Edward Jenner desenvolveu a vacina contra a varíola, naquela época a taxa de mortalidade dessa infecção era em torno de 30% e maior ainda era a porcentagem de pessoas com lesões graves e sequelas desfigurantes.

Graças a vacinação em massa, a varíola humana foi erradicada no mundo. É inegável o avanço da vacinação e como a história das vacinas transformou a história da humanidade.

Doenças infectocontagiosas

Infelizmente, mesmo nos tempos atuais existem doenças infectocontagiosas que ainda não são previsíveis pela vacina mas não se desespere existem outras maneiras de evitar o contágio. Trouxemos 3 doenças que ainda não possuem vacina para você se atentar as outras formas de prevenção.

Hepatite C:

A hepatite C é uma doença casada por um vírus que quando não diagnosticada e tratada precocemente pode causar sérios danos ao fígado levando a cirrose e até ao câncer.

O vírus da hepatite C transmite-se, principalmente, por pelo contato com o sangue contaminado.

Esse sangue infectado pode entrar na corrente sanguínea de alguém através de um corte ou uma ferida, ou no compartilhamento de seringas. A transmissão por via sexual é pouco frequente mas existe.

A principal forma de prevenção é não compartilhar objetos perfurocortantes e utilizar o preservativo em todas as relações sexuais.

A testagem para hepatite C nos bancos de sangue brasileiros foi iniciada em 1992 portanto se você recebeu transfusão de sangue antes dessa data deve procurar um infectologista e realizar o teste.

Sífilis:

A sífilis é uma doença causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum e é transmitida por relação sexual sem preservativo com uma pessoa infectada, ou pode ser transmitida para a criança durante a gestação ou parto (transmissão vertical).

Todas as práticas sexuais podem transmitir a sífilis seja ela oral, vaginal ou anal. Sua principal forma de prevenção é o uso do preservativo em todas as práticas sexuais.

Além disso, as gestantes devem realizar teste no primeiro, segundo e terceiro trimestre e em caso de exame positivo tratamento da infecção poderá ser eficaz para prevenir a infecção do neném.

HIV/AIDS:

O HIV é a sigla para Vírus da Imunodeficiência Humana. Esse vírus pertence à família dos retrovírus e é transmitido por meio do contato com sangue e outras secreções contaminadas como por exemplo esperma, secreção vaginal e leite materno.

Esse contato pode ser durante as relações sexuais, no compartilhamento de seringas e outros materiais perfurocortantes, durante a gestação da mãe para o neném ou durante a amamentação.

Para se prevenir da infecção pelo HIV deve-se usar preservativo nas relações sexuais, a utilização de seringas e agulhas descartáveis (não compartilhar material perfurocortante) e o uso de luvas para manipular feridas e líquidos corporais.

As mães infectadas pelo vírus (HIV-positivas) devem usar antirretrovirais durante a gestação e não deverão amamentar para prevenir a transmissão de mãe para filho.

Uma vacina para o HIV está sendo desenvolvida e possui resultados promissores. Em breve teremos boas notícias. Enquanto isso, mais recentemente existe no Brasil a profilaxia pré-exposição (PrEp).

A PrEp é realizada com um medicamento que se utilizado da maneira correta tem eficácia de até 95% para prevenção do HIV, mesmo se a pessoa tiver relações com alguém HIV positivo com carga viral detectável sem o uso do preservativo. Procure um infectologista de sua confiança e veja se a PrEP é para você!

Para algumas doenças ainda não existem vacinas, mas existem diferentes outras formas de prevenção. Se informe, se proteja!

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Saúde
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