Negócios: 3 meses em 10 anos o que está acontecendo no mundo

Negócios: 3 meses em 10 anos o que está acontecendo no mundo

Primeiramente olá pessoal! Estou de casa nova, super empolgado para levar até vocês, muita coisa legal.

A princípio falaremos sobre inovação, empreendedorismo, negócios, tecnologia, educação, transformação e estratégias digitais, além de comportamento do consumidor.

Entretanto é com muito prazer que debuto esta coluna abordando um tema tão atual, complexo e caótico.

Afinal o mundo já nos apresentava sinais, ondas bem suaves – diga-se de passagem – de mudanças.

Ambiente de mudanças

Estávamos todos seguindo o fluxo da vida, preocupados com o cotidiano. Alguns estudiosos de tendências, comportamento, cenários e Foresight (disciplina que estuda futuros através de metodologias), nos apresentava situações de mudanças no mundo.

Acontece que, temos um cérebro primitivo vivendo em um mundo moderno, pós-digital.

Sim! O mundo 4.0 já não é mais digital. Agora vivemos uma era em que o digital é uma ubiquidade, ou seja, está presente em todos os lugares e momentos da nossa vida. Inclusive, será tema de um próximo artigo.

Não cabe mais espaço para dissociamos o off-line do on-line. E sabe o por que de poucas pessoas conseguirem entender e compreender tais sinais de mudanças no mundo?

Certamente 98% da história da humanidade foi construída durante a Revolução Agrícola, e, somente 2% nas várias Revoluções Industriais que presenciamos. Estamos por sinal, na 4ª Revolução Industrial.

Esse dado da nossa (re)evolução enquanto sociedade, corrobora para a minha afirmação; temos um cérebro primitivo vivendo neste mundão moderno.

Portanto demoramos décadas para processar mudanças. Por isto existem os gênios que quebram o status quo, e pensam 20, 30 anos à frente da sociedade.

São pessoas que possuem visão exponencial do mundo e dos negócios, rompem a linha do pensamento linear.

E o que de fato aconteceu – até então – nestes mais de 3 meses de pandemia? Será que o futuro foi antecipado? Certamente o Coronavírus foi um acelerador de futuros.

Um biólogo chamado Átila Iamarino, disse que:

“A nossa vida vai mudar muito daqui para frente, e alguém que tentar manter o status quo de 2019, é alguém que ainda não aceitou essa nova realidade.

Mudanças que o mundo levaria décadas para passar, que a gente levaria muito tempo para implementar voluntariamente, a gente está tendo que implementar no susto, em questão de meses.”

Inegavelmente eu super concordo com esta afirmação. Olha o movimento Home Office. Pesquisas apontavam que esse tipo de trabalho remoto seria realidade no Brasil apenas em 2030. Olha ai os 10 anos em 03 meses. 😉

Várias empresas já estão se programando para oficializar o home office entre seus colaborares, e assim, fazer do trabalho remoto uma realidade já em 2020.

Olha o crescimento do E-commerce (lojas virtuais).

Comercio Eletrônico

O Brasil registrou um aumento médio de 400% no número de lojas que abriram no comércio eletrônico. Houve também um aumento de 48% de vendas comparado ao período do ano passado.

Empresas se viram obrigadas à entregas via delivery, única solução de sobrevivência para muitos empresários devido ao lockdown.

Com o distanciamento social dos clientes, os canais e plataformas digitais tornaram-se o único caminho a ser seguido.

O que vinha sendo procrastinado para os próximos anos, foi antecipado de supetão, na marra, da noite para o dia, sem sequer tempo para se planejar e estruturar.

Por falar em tempo, empresas e negócios que desejam sobreviver neste cenário de uma nova era, precisam ser ágeis na tomada de decisões.

O planejamento precisa ser revisto semanalmente, tudo pode mudar em dias, horas.

Historicamente, marcas fortes crescem até 5 vezes mais e, se recuperam de crises mais rapidamente.

E quais as principais características dessas marcas? Cito aqui, três: Agilidade, Mudança de mentalidade e Adaptabilidade.

Afinal o que podemos esperar para os próximos 3 meses? Difícil prever, definitivamente eu não me arriscaria.

A grande questão não é sobre tentar prever o futuro, mas sim, estarmos abertos para reagir de forma rápida ao que vier pela frente.

Afinal o futuro somos nós que o criamos. Mas como sempre digo, ele não chega para todos. Vamos juntos co-criar o futuro dos negócios?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.