Surf: Maya Gabeira bate seu próprio recorde mundial

Maya Gabeira. A World Surf League (WSL) anunciou, na quinta-feira (dia 10) que Maya Gabeira estabeleceu o novo recorde da maior onda já surfada no mundo por uma mulher.

Marca mundial

Antes de mais nada, a brasileira superou a marca mundial – que pertencia a ela mesma – ao domar 22,4 metros (73,5 pés), na semana passada.

No início de 2020 (11 de fevereiro), a carioca surfou uma big wave de cerca de 20,72 metros (68 pés), a saber, em Nazaré, Portugal.

A onda surfada por Maya – lá em fevereiro – já havia sido considerada a maior onda do ano: entre ambos os gêneros, masculino e feminino.

Primeira vez na história

Surpreendentemente, pela primeira vez na história deste esporte, a categoria masculina foi superada pela feminina, no quesito tamanho (no período de um ano).

Hoje, o recorde, quando falamos na maior onda de todos os tempos (e não apenas do ano de 2020) é masculino.

Pertence ao brasileiro Rodrigo Koxa. E ela mede 24,4 metros (80 pés).

Assim, com efeito, também dá para se ter uma ideia da proximidade do recorde recém estabelecido pela carioca (2 metros de diferença).

Por outro lado, o recorde de Maya, durante a conquista do prêmio “cbdMD Biggest Wave 2020″, também ocorreu no famoso local de ondas grandes.

Enquanto pico, Nazaré – localizada a 130 quilômetros ao norte de Lisboa, em Portugal – teve sua origem em um raro acidente geográfico.

Assim, os poucos mais de 500 metros de costa se estendem por mais de 200 quilômetros de oceano adentro, formando o chamado “canhão de Nazaré”.

De acordo com a recordista mundial: “Se tem algo que nunca vou esquecer dessa onda é o barulho que fez ao quebrar atrás de mim. Foi assustador.”. Escreveu Maya em sua conta do Instagram.

Em outro post, em seguida, escreveu:

“Que dia inesquecível. Bater o meu recorde, e ainda ter a maior onda do ano entre homens e mulheres!

Acho que seria impensável anos atrás. Mas no fundo, lá no fundo eu já tinha
sonhado com isso! Ao meu time devo esse feito.”

Nesse sentido, Carlos Burle também já havia, igualmente, contado algo do tipo em sua biografia “Carlos Burle: profissão surfista” (2017).

Afinal, o surfista – primeiro campeão no circuito mundial de ondas grandes – que teve Maya como sua pupila, traz à tona um diálogo ocorrido entre os dois:

“Em algum momento de 2012, Maya havia chegado para mim e dito: – Burle, estou a fim de bater o recorde da maior onda surfada por uma mulher. Você me ajuda”?

Ao se tornar a única mulher a entrar para o Guinness Book, como recordista da maior onda surfada do mundo, Maya fez muito mais do que ”representar”.

Decerto, ela inspirará várias mulheres a expandirem seus caminhos, na direção que escolherem, por mais adverso ou inatingível que possam parecer.

E, igualmente, a atleta deixa um exemplo – a todos – de bravura, dedicação, otimismo e superação das “brabas”: pode acreditar. Parabéns, Maya!

Surf: Maya Gabeira bate seu próprio recorde mundial

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.