MG tem a primeira penitenciária do Brasil para pessoas LGBTQIA+

Primeira penitenciária do Brasil para pessoas LGBTQIA+

Nos últimos anos, a palavra empatia se tornou fala de grande parte da população. Contudo, a materialização real do conceito na prática não faz muito sentido. Por isso, antes de seguirmos com o texto, vamos explicar o significado da palavra.

A ideia é ilustrar o conceito, que estampa projeções midiáticas e guia muitas pautas contemporâneas. Em resumo, empatia quer dizer se colocar no lugar do outro.

Então, antes de mais nada, quero te convidar para a reflexão. Quantas vezes, de fato, você fez esse movimento e pensou na dor do outro?

Qual o seu movimento empático?

Agora que você pensou sobre o assunto, quero compartilhar uma notícia que me deixou bastante reflexivo. O estado de Minas Gerais, conhecido por todo o tradicionalismo, anunciou a criação de uma penitenciária exclusiva para pessoas LGBTQIA +.

O projeto surgiu como forma de amenizar o sofrimento e frear o índice de crescimento de suicídios entre a população carcerária. Assim, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) inaugurou a primeira penitenciária exclusiva para gays, lésbicas, travestis e transexuais do Brasil.

Penitenciária para público LGBTQIA+

Desde junho, a Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, em Belo Horizonte, passou a receber exclusividade para a comunidade LGBTQIA +. A escolha do local veio baseada pelo fato do espaço já contar com uma ala exclusiva para gays, lésbicas, travestis e transexuais do Brasil.

Contudo, a violência e aumento de suicido fez com o que o Estado propusesse outra alternativa. Após a recorrência de denúncias da Defensoria Pública de Minas Gerais, que ajuizou Ação Civil Pública contra o Estado, houve um movimento real de empatia.

Os presos homens, cisgêneros e heterossexuais foram transferidos para outras penitenciárias do estado. A proposta do Estado é usar a penitenciária como modelo e assim oferecer soluções reais de ressocialização para essas pessoas.

Primeira penitenciária do Brasil para pessoas LGBTQIA+

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Comentários estão fechados.