Isabeli Fontana: Lucas Machado entrevista a top model internacional

Isabeli Fontana: Lucas Machado entrevista a top model internacional

Por Lucas Machado – Jornal Estado de Minas

Fotos: Divulgação

Primeiramente quem a chamava de Olívia Palito, não poderia imaginar uma das modelos mais requisitadas e bem pagas do mundo.

Com 15 anos, naqueles tempos em Nova York, que as coisas começaram a dar certo para essa garota de Curitiba.

Definitivamente cansada de tantas poses, ela até pensou em desistir e jogar tudo para o alto, mas a mãe, que a acompanhou em parte da temporada nos Estados Unidos, incentivou-a a continuar.

De fato, dizem que é bom ouvir conselho de mãe.

Logo depois, Isabeli Fontana desfilou para estilistas do nível de Versace e Valentino, estrelou campanhas publicitárias das principais grifes e marcas do mundo e foi capa das mais importantes revistas de moda.

Enquanto este texto é escrito ao som dos tangos de Piazzolla numa noite de segunda-feira, Isabeli Fontana faz aniversario.

E gosta dessa idade, se sente mais leve, mas aprendeu que a vida não pode ser mais tão corrida.

Hoje mora em São Paulo e os dois filhos – Zion, do casamento com o modelo Álvaro Jacomossi, e Lucas, da união com o ator Henri Casteli.

Entre risos fáceis, deixou claro que, apesar de encarar o trabalho com seriedade, se divertir é fundamental.

Entretanto Isabeli, planeja um futuro mais tranquilo com a família. Ela ainda sonha em estudar.

Romântica, confessa que, quando o assunto é relacionamento, já foi com muita sede ao pote, achou que tudo era para sempre.

Decepcionou-se com algumas pessoas no caminho, mas hoje parece saber bem o que quer.

Se não fosse modelo, o que você seria?

Nunca na minha vida imaginei que seria modelo. Não era uma coisa que eu queria, aconteceu naturalmente, mas hoje vejo que era esse meu destino.

O que de melhor aconteceu nesses anos de carreira?

Por certo, conheci muitas culturas, pessoas muito diferentes de mim. Uma vida que foi muito proveitosa.

Pensou em desistir em algum momento?

Não apenas senti como ainda sinto as vezes. Teve um momento, quando eu tinha 15 anos, que ficou difícil e falei para minha mãe:

“Não aguento mais ficar tentando esse negócio, fazer pose”.

A gente conversou, ela disse: “Tenta mais um ano, se não der a gente para, e volta para Curitiba”.

O que mais te incomoda no mundo da moda?

Definitivamente o julgamento. As pessoas gostam muito de julgar, para mim o que importa numa pessoa não é nada relacionado à aparência.

A Gisele Bündchen é a modelo perfeita?

Sim, porque ela tem o melhor corpo, o melhor perfil. Ela entende uma pose, sabe mostrar em um simples olhar esse sentimento tão importante de uma fotografia.

O assédio da imprensa te incomoda?

Não, não deixo de viver menos ou mais por isso.

Nunca passaram dos limites?

Não, acho que eles vão com a minha cara. [risos]

O que toca no seu som?

Gosto de reggae, rock, hip hop, gosto de um monte de coisa. Adoro Beatles, The Doors, rock clássico.

Já levou algum cano na carreira?

Já. [risos] Confiei em um cabeleireiro, que era meu amigo, e ele não apareceu no trabalho.

Fiquei na mão, sem maquiagem. Tive que chamar outra pessoa em cima da hora. Pega mal, é muito chato.

Fiquei tão sentida que nunca mais trabalhei com ele. Sou muito sentimental.

E proposta indecente?

[Para um pouco e pensa] Que eu me lembre, não.

O que você pensa sobre cotas para negros em universidades?

Acho que todo mundo é igual, não tem essa coisa de ficar dividindo nada. O ser humano é igual, independente da cor, da raça. É estranho isso.

Alguém sabe se tem mais negros ou brancos no Brasil?

Ficar falando “precisa de ter tantos negros, precisa de ter tantos brancos”, acho que isso é discriminação. Tem que saber quem é mais inteligente e dar preferência aos mais inteligentes.


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