Lucas Machado entrevista a recordista brasileira de paraquedismo. Fotos;

Marianne Cotrin

Marianne Cotrin

Ph: Ale Moooney: https://www.instagram.com/alessandromooney/

Paraquedismo. Quem nunca se encantou ao olhar para o céu e ver velames coloridos dançando na imensidão azul até aterrarem no solo?

Com certeza deu vontade de saber como é sentir o vento no rosto e a sensação de queda livre.

Um salto de paraquedas é muito mais do que sair do avião a uma altitude variável de acordo com o local do salto, a experiência do paraquedista e outros fatores.

Saltar é, antes de mais nada, sentir a liberdade, a adrenalina correr pelo corpo.

Paraquedismo

Qualquer estilo de salto exige um briefing, treinamento, atenção e equipamentos de segurança que vão, aliás, além do altímetro;

com o aparelho que emite aviso sonoro de altitude para abrir e o DAA-Dispositivo de Acionamento Automático.

Dentre as modalidades do paraquedismo o freestyle tem cada dia mais e mais adeptos e traz.

Aliás, cada vez mais mulheres não só ao paraquedismo como também ao “balé no ar”.

O freestyle, indicado para paraquedistas experientes, sobretudo por conta da velocidade atingida e da necessidade de controle corporal que se dá com a colocação perfeita e movimentos corretos de mãos, pés, braços e pernas.

No entanto imaginar uma queda livre a 200km/h onde é literalmente dado um show no ar é, com certeza, uma atividade de tirar o fôlego e, por isso, quem quiser deve começar com saltos simples de paraquedas, tendo aulas de AFF.

Uma representante dessa modalidade é a brasileira, radicada em Milão, Itália, Marianne Cotrin. Aliás, ela é vice campeã mundial da categoria.

Além disso, tem o recorde brasileiro de velocidade atingida (367,81km/h), nesta modalidade.

Marianne tem diversos campeonatos e resultados de sucesso, mas com certeza, sua maior alegria está em fazer o que gosta: saltar e dançar. Ademais, é vista sempre ditando moda e traz consigo um estilo próprio que realça sua beleza.

LM: Como você entrou para o paraquedismo?

MC: Fiz um tandem ( salto duplo) gostei e fiz o curso AFF.

LM: Em qual momento você decidiu fazer o freestyle?

MC: Imediatamente! Fiz o curso de paraquedismo com o objetivo de fazer freestyle. Sempre quis dançar no ar.

LM: Você já dançava antes?

MC: Sempre fiz dança (clássico, jazz…)

LM: Quais músicas você tem ouvido? Quando você está no ar mentaliza alguma música?

MC: dance music. O som da liberdade

LM: O que você faz como atividade física para fazer o freestyle?

MC: Barra no chão ( dança clássica) e yoga

LM: Qual sua alimentação? Segue alguma dieta?

MC: Saudável nada de gorduras, nada de muita fritura. Como para viver não vivo para comer!

LM: Como a moda se encaixa no paraquedismo? Você tem um estilo bastante fashion.

MC: Perfeitamente, sobretudo aqui na Itália, aonde voar com estilo é fundamental. Do capacete, macacão altímetro e o próprio paraquedas…

LM: O que é o paraquedismo-freestyle para você?

MC: é a verdadeira possibilidade de voar em total liberdade, usando o fluxo do ar como um instrumento que transforma ideas e movimentos em arte.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.