Conheça as variedades do café arábica

Conheça as variedades de café arábica

A princípio poucos consumidores de café sabem que existem variedades diferentes do cafeeiro Arábica

Principalmente porque grande parte do café do mundo sempre foi e ainda é
comercializado por origem.

Entretanto, no momento da exportação, poucos sabem em quais variedades e apenas em qual parte do mundo foi cultivada.

Porém, está começando a mudar, mas ainda sabemos pouco do impacto
que a variedade da árvore pode ter no sabor da xícara de café.

Primeiramente, observe que as descrições das variedades mais comuns abaixo não incluirão notas específicas sobre o sabor.

Porém, muitos fatores influenciam a qualidade da xícara e, juntamente com a falta de pesquisa organizada sobre como isso pode ser influenciado.

Assim pela variedade, seria enganoso fazer reivindicações ousadas nessas linhas que seguem abaixo.

Variedades, Cultivares e Varietais do Café

Inicialmente, há alguma confusão sobre os termos “variedade” e “varietal”. Variedades são variações geneticamente distintas de uma única espécie.

Porém, neste caso Coffea arábica, pode mostrar características diferentes na estrutura da árvore, folhas ou frutos.

“Cultivar”é outro termo aceitável para usar aqui, pois é apenas um truncamento da “variedade cultivada”.

Logo, “Varietal” deve ser usado quando se refere a uma instância específica de uma variedade.

Enfim, ao se referir à produção de uma fazenda, por exemplo, seria correto dizer que era cem por cento da variedade Bourbon.

TYPICA

É considerada a variedade original da qual todas as outras variedades sofreram mutações simultaneamente ou foram selecionadas geneticamente.

Os holandeses foram os primeiros a espalhar café pelo mundo para produção comercial e essa foi a variedade que eles levaram com eles.

Em suma a fruta é geralmente vermelha e Typica e capaz de produzir excelente qualidade de xícara, embora com um rendimento menor.

Ainda é cultivado em muitas partes diferentes do mundo e, como resultado, e nomes diferentes, incluindo criollo, sumatra e arabigo.

BOURBON

Essa foi uma mutação natural da Typica, que ocorreu na ilha da Reunião (na época chamada Bourbon).

Entretanto, seu rendimento é superior ao da Typica, e muitos na indústria de especialidades acreditam que ela possui uma doçura distinta.

Existem várias variações na cor da fruta: vermelho, amarelo e ocasionalmente laranja.

Em suma, essa variedade foi cultivada amplamente no passado, mas em muitos países foi substituída por variedades de maior rendimento.

Dessa forma, ocorreu em um momento em que o mercado ainda não havia amadurecido o suficiente para um preço alto e rendimentos mais baixos.

MUNDO NOVO

De antemão nos referimos a um híbrido natural de Typica e Bourbon, esta variedade recebeu o nome do local no Brasil descoberto em 1940.

É cultivada por seu rendimento relativamente alto, força e resistência a doenças e também por seu sucesso em altitudes comuns no Brasil.

CATURRA

Definitivamente, Trata-se de uma mutação do Bourbon, descoberta no Brasil em 1937.

Sua produção é relativamente alta, embora tenha capacidade de sobrepor, onde a árvore produz mais frutos do que pode suportar.

A qualidade da xícara é considerada boa e, embora a qualidade aumente com a altitude, o rendimento diminui.

Existem variações de vermelho e amarelo e é uma variedade de baixo crescimento, geralmente chamada de anã ou semi-anã.

CATUAI

Trata-se de um híbrido entre Caturra e Mundo Novo, criado pelo Instituto Agronômico de Campinas no Brasil nas décadas de 1950 e 1960.

Porém, Foi selecionado por combinar as características anãs de Caturra com o rendimento e a força do Mundo Novo. Como Caturra.

MARAGOGYPE

Uma das variedades mais facilmente reconhecidas, o Maragogype é uma mutação da Typica, descoberta pela primeira vez no Brasil.

SL-28

Uma variedade agora premiada, o SL-28 foi criado no Quênia pelos Scott Laboratories na década de 1930, resistente à seca da Tanzânia.

Portanto, as frutas são vermelhas quando maduras e os grãos são notavelmente maiores que a média.

SL-34

Antes de mais nada, selecionada da Missão Francesa Bourbon, uma variedade trazida de volta à África, Tanzânia e depois no Quênia.

Porém também é capaz de diferentes sabores de frutas, mas geralmente é considerado inferior ao SL-28 na qualidade da xícara.

GEISHA OU GESHA

Gesha é uma cidade no oeste da Etiópia e, embora a variedade tenha sido trazida da Costa Rica para o Panamá, acredita-se ser de origem etíope.

Considera-se que a variedade produz copos florais / aromáticos excepcionalmente, e a demanda por ela elevou os preços nos últimos anos.

PACAS

Mutação natural do Bourbon, descoberta em El Salvador em 1949 pela família Pacas.

Tem frutas vermelhas e seu hábito de baixo crescimento facilita a colheita. Sua qualidade de copo é semelhante ao Bourbon e, portanto, é desejável.

VILLA SARCHI

Nomeado após a cidade na Costa Rica, onde foi descoberta, essa é outra mutação natural do Bourbon que, como Pacas, exibe nanismo.

PACAMARA

É um cruzamento entre as variedades Pacas e Maragogype, criadas em El Salvador em 1958.

Como o Maragogype, possui folhas, frutas e grãos de café extremamente grandes.

Também possui características distintas de xícara que podem ser descritas positivamente.

KENT

Nomeada em homenagem a um plantador que trabalhou em um programa de seleção na Índia na década de 1920.

Essa variedade foi desenvolvida por sua resistência à ferrugem da
folha do café, embora possa ser destruída por novas cepas da doença.

S795

Também desenvolvido na Índia, este é um cruzamento entre Kent e S288, uma seleção mais antiga resistente à ferrugem da folha de café.

VARIEDADES ARÁBICAS SELVAGENS

A maioria das variedades acima é geneticamente extremamente semelhante, pois todas derivam de uma variedade, a Typica.

Muitas das árvores de café cultivadas na Etiópia, no entanto, não são cultivares selecionadas, mas são variedades de herança indígena.

Até agora, pouco foi feito para catalogar ou explorar a diversidade genética e a qualidade das xícaras dessas variedades silvestres.

Conheça as variedades do café arábica

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.