Teatro Mágico: Lucas Machado entrevista Fernando Anitelli

No palco, o convite é para a entrada em um espetáculo.

Teatro Mágico

O Teatro Mágico iniciou toda caminhada ainda em 2003 e mesmo depois de tantos anos, o show, definitivamente, não para.

Por isso, para entender um pouco dessa trajetória conversamos com Fernando Anitelli, o idealizador dessa história bonita, que prende fãs por toda parte.

Alegria, tragédia, música e comédia.

Portanto, a dinâmica que levou o grupo a uma caminhada tão extensa fica mais simples quando há associação aos elementos claros do teatro: alegria, tragédia, música e comédia.

Trata-se de um convite fascinante, que se inicia com a abertura das cortinas com toda a exuberância é muito fascínio.

Narrativas que prendem o público e chegam agregadas à nuance de literatura, obras de arte e linguagem com simbolismo de beleza.

Dessa forma, queremos te convidar para o mundo mágico orquestrado por Fernando, que falou um pouco comigo sobre todo esse universo envolvente do Teatro Mágico.

Fernando Anitelli

Lucas Machado entrevista Fernando Anitelli, líder da Banda Teatro Mágico, que falou sobre a magia que envolve o grupo há mais de dez anos.

O teatro é, sem dúvida um dos segmentos máximos da expressão entre a alegria, a tragédia, a música e a comédia.

Lucas Machado: O Teatro Mágico surgiu em 2003. Como se iniciou a banda, incluindo essa ideia de teatro, circo, música e literatura?

Fernando Anitelli: Bom, a banda surgiu em saraus — aqueles encontros em que as pessoas podem compartilhar expressões artísticas e vivências.

Aliás, a ideia de levar isso tudo para cima do palco se concretizou a partir de 2003, consolidando-se em todo o país.

A gente fica muito feliz com isso. O conceito é falar sobre o cotidiano, com crítica, humor, brasilidade e tranquilidade

LM: Por que você escolheu a figura do palhaço como identidade no palco?

FA: O palhaço é um personagem que todos gostam. Ele pode ser malandro, bonzinho ou escroto, mas é amigo.

Ele rouba o beijo da namorada e é personagem comum, que qualquer um pode se identificar. Ele entra no hospital, no presídio, na igreja.

Quando o pessoal assiste a apresentação não é o Fernando Antitelli que está ali. Por isso, o público vem transfigurado em um personagem também.

Além da literatura, música e circo, vemos um ingrediente com letras de bases no cancioneiro popular, que falam de músicas atemporais, que abordam questões raciais e políticas entre letras e poesias.

LM: Como traduzir isso em suas músicas?

FA: Na verdade, o Teatro Mágico, fala das questões as quais nos circundam diariamente em todo nosso Brasil.

Fala do negro, da periferia negra que está sendo assassinada diariamente, sobre a questão da mulher no Brasil e a questão da mídia livre, por exemplo. Então, dentro desse filtro que a música apresenta, a gente traz esse questionamento.

LM: Como é essa identificação e parceria com o grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado?

FA: A parceria é de muita admiração. Alguns perfeccionistas gravaram com a gente nosso primeiro álbum.

Temos um carinho muito grande uns pelos outros, pois gostamos muito de
trazer a poesia no meio de uma apresentação de música pop – que ficou escassa.

LM: Com relação ao que vocês denominam de MPB (Música Para Baixar na internet), o produtor de bandas Rick Bonadio questionou muito essa ideia, dizendo que isso é uma afronta ao artista. O que você tem a dizer sobre isso?

FA: Na verdade cada um vai falar sobre a sua vivência, sob a sua ótica e sua própria experiência.

O Teatro Mágico não é uma exceção. Na minha opinião, acho que você pode
sim, hoje em dia, fazer seu trabalho na biblioteca virtual, na rede, e pode crescer dessa maneira, por meio desse caminho mais independente. Isso já é claro para todo mundo. A gente tem que entender que a música é livre e tem que ser compartilhada.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.