Janet Malcolm: a jornalista deixou seu legado e um caso mal resolvido com um gigolô intelectual

Janet Malcolm

Hoje em dia, as mulheres seguem na luta por direitos igualitários. O silenciamento contínuo é uma tendência de uma sociedade patriarcal, que optou por inviabilizar a mulher.

Atualmente, a batalha segue pesada. Mas você já pensou como era o mercado de trabalho na década de 60? Foi nesse cenário que uma grande jornalista se destacou e se tornou uma das melhores de todos os tempos.

O nome dela é Janet Malcolm, que nasceu em Praga, mas se criou nos Estados Unidos. Mas, infelizmente, ela faleceu nos últimos dias e deixou um legado eternizado em importantes obras.

Janet Malcolm a jornalista sem medo

Autora do clássico “O Jornalista e o Assassino”, nesse livro, ela falou sobre liberdade de imprensa e ética. A temática mostra um homem condenado por assassinato que denuncia um jornalista.

O início da carreira foi em 1963, à frente da revista “New Yorker”. Na publicação, ela colocou ensaios deslumbrantes. Além disso, mostrou a diversidade em vários textos.

Isso porque, ela assinou coluna sobre design, fotografia e psicanálise. Aos amantes da boa escrita, Janete deixou dois novos livros, que ainda não foram publicados no Brasil.

O caso judicial

Mas nem tudo são flores na vida profissional. Ela ficou conhecida pelo protagonismo em um longo processo. Tudo isso porque os artigos publicados na revista “New Yorker” renderam uma ação judicial de US$ 10 milhões pelo psicanalista Jeffrey Moussaieff.

Na época, ele alegou calúnia devido às atribuições de citações que seriam dele nos artigos da jornalista. Segundo Macolm, o psicanalista era um “gigolô intelectual”, e afirmava que depois de Freud “ele era o maior psicanalista que já existiu”, segundo ele.

Mas em 2 de novembro de 1994, o júri decidiu a favor da jornalista e não houve cobranças.

Janet Malcolm

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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