Por que não conseguimos viver sem o bom e velho Rock’n’roll?

Há quem desconfie dessa verdade, mas a base do rock é a música clássica! E não é por menos que incrivelmente músicos clássicos, inclusive de orquestras sinfônicas, adoram um rock! A dupla 2Cellos é a prova disso. 

Thuderstruck, do AC/DC

Esses dois músicos clássicos, um esloveno e outro italiano, fazem sucesso não só pela beleza e carisma, mas também por transitarem do clássico ao rock. Assim sendo, vale ouvir Thuderstruck, do AC/DC ao som desses caras. 

Mas o bom e velho rock‘n’roll, por outro lado, que nasceu nos Estados Unidos no final dos anos 40 e início dos 50 teve suas raízes nos estilos soul, folk, blues, country, jazz, rhythm ‘n blues e, surpreendentemente, na música gospel. 

Rock’n’roll

O rock surgiu, então, entre os anos 70 e 80 a partir do rock’n’roll e Led Zeppelin (que tinha uma base de blues), Ramones, Kiss, Queen e Sex Pistols mostraram que o rock tinha vindo definitivamente para ficar. 

Há que diga que o rock está “morrendo” por que outros gêneros musicais estão ganhando força entre os jovens. Mas os defensores fiéis não só não acreditam nisso como igualmente ajudam na divulgação para mantê-lo vivo. 

Certamente a paixão pelo rock passa de pais para filhos. É possível ver bebês e crianças pequenas em diversos vídeos dançando e cantando sozinhos ou junto com os pais. Esse é um dos grandes legados dos apaixonados. 

Vocal, guitarra, bateria, baixo, sax e até piano não podem faltar, mas já vimos Scorpions se apresentar com uma orquestra sinfônica e também com violinos. Sobretudo, o rock consegue agradar várias gerações. 

Protesto

O rock é, enfim, mais que música; é lifestyle, é roupa, é linguagem e atitude e normalmente se liga ao esporte radical. Pode até ser usado para causar impacto social ou para protesto. 

Como curiosidade, aliás, “rock” surgiu como uma metáfora para “shake up, disturb ou incite” (sacuda, perturbe ou incite) e roll veio de uma expressão medieval para ter relações sexuais. Por isso, tantos pais enlouqueceram. 

De acordo com muitos, o rock traz o lado selvagem e instintivo das pessoas (seria por isso que nos shows as pessoas pulam, gritam e algumas vezes socam e chutam o ar?). Segundo a UCLA, aciona alerta de perigo nos animais. 

O que podemos dizer é que esse octagenário, por certo, viverá por muitos e muitos anos. O que no Brasil começou com Celly Campelo, foi para, por exemplo, Jovem Guarda, Raul Seixas, Barão Vermelho e Charlie Brown Jr. 

Assim, não conseguimos viver sem, pois tem batida, ritmo, alma, letras que fazem sentido. Mexe o corpo, mexe com a gente e sempre vai ter um pai e ou uma mãe que vai escutar o rock ao lado dos filhos! 

Quem gosta do rock com certeza gosta do que ele faz sentir, do que ele passa como estilo de vida (suas tatuagens, uma Harley, camisetas de malha…). As bandas antigas influenciam as novas, os velhos influenciam os jovens. 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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