Bombril é acusada de racismo. Yoo Mag Conteúdos Criativos

Bombril é acusada de racismo

Bombril é acusada de racismo

Primeiramente imagina você se uma marca, em pleno ano de 2020, criasse uma publicidade totalmente ligada à temática racista?

Agora, pense em toda a projeção em tempos que o mundo entoam o grito que #VidasNegrasImportam?

Tudo isso que contei até poderia soar como roteiro mal feito de uma história nada atraente. Contudo, infelizmente, o fato é real e ocorreu hoje.

E não foi com uma empresa pequena. A Bombril ocupa há horas o topo dos assuntos mais comentados do dia e, dessa vez, não é por nenhuma transformação legalzona de seu garoto propaganda.

A turma do marketing da empresa errou muito feio, já que apresentou um novo produto da marca que caminha na contra-mão de todos os discursos atuais anti-racistas.

A nova esponja de aço Krespinha (SIM, você não leu errado), já foi tirada do site da marca.

Contudo, será impossível desfazer a ligação direta (e sem rodeios) que a Bombril fez com cabelo do negro.

Sim, meus caros leitores. Logo agora, em 2020, a marca que por anos teve o “cabelo de Bombril” como destruição de autoestima de muitas meninas e meninos retomou a infeliz ligação.

Bombril

Explico a questão dessa retomada. Em 1952, quando o racismo não era nada velado por aqui, a Bombril lançou uma esponja de aço chamada Krespinha, que tinha uma criança com cabelos crespos na embalagem.

Dessa vez, eles tentaram repetir a dose. Contudo, a internet não perdoou. O imaginário racista é presente na sociedade, desde sempre. E quanto a isso não há questionamentos. Prova são posicionarmos como esse.

A Bombril, apesar de ter retirado a esponja do site, ainda não se desculpou publicamente.

Na internet, há uma movimentação de denúncias no Conselho Nacional de
Autorregulamentação Publicitária (Conar).

“Cabelos crespos não são esponjas de aço, isso é um estereótipo racista. Nós estamos em 2020 e já falamos várias e várias vezes sobre cabelos crespos.

Não é possível que as marcas continuarão a bater na mesma tecla”, escreveu uma blogueira no Twitter.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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