Lázaro Ramos: paternidade e luta antirracista

O pai de João Vicente e Maria Antônia mostra cotidianamente os desafios (e sorrisos) que envolvem a paternidade. Lázaro Ramos coleciona relevância no mercado audiovisual e cultural.

Mas o grande orgulho mesmo é exercer o papel de pai, apesar de ele admitir que “às vezes cansa porque tem que ficar atento o tempo todo”.

A ideia de a mãe como responsável pelas crias e o pai como coadjuvante do processo, o cara que ajuda, nunca foi uma verdade defendida pelo ator.

Programa Espelho

Casado com Tais, Lázaro fala de um mudo de medos e é uma voz importante do processo discursivo sobre o racismo no Brasil.

Confira mais acontecimentos relacionados ao racismo no Brasil: https://lifestyle.uai.com.br/byoo-historias/matheus-pires-vive-mais-um-caso-de-racismo-no-brasil/

O ator que também é apresentador do programa Espelho, do Canal Brasil, fomenta o material a partir de conteúdos da própria trajetória.

Além disso conta com contribuições de nomes relevantes da luta contra o racismo, no país.

No livro Na minha pele, ele provoca o leitor em relação todo o processo, muitas vezes, estrutural em que muitos ainda estão inseridos.

Então, como um “soco no estômago”, ele apresenta análises direta sobre o assunto.

Lázaro Ramos

Natural de Salvador, Lázaro é ator, apresentador, cineasta e escritor.

A carreira artística se iniciou no lendário grupo de teatro Bando de Teatro Olodum.

No entanto ganhou destaque no cenário artístico após a interpretação de João Francisco dos Santos, no filme Madame Satã.

Lázaro é um dos principais representantes negros dessa geração descrita como “lacração” – já que busca constantemente fórmulas reais de representatividade – e à frente do programa Espelho, ele tem trazido discussões contemporâneas com nomes de destaques na cena nacional.

Livro Na minha pele

Um dos principais pontos na forma de escrita de Lázaro é facilidade como ele consegue articular a densidade do tema de maneira assertiva.

A ideia parece ser clara e a proposta é de pegar um café e entrar numa conversa intimista com o autor.

Tudo parece caminhar por uma relação intimista e a proposta é sensacional. Assertivamente, Lázaro faz questão de falar (sempre que possível) que a obra não se trata de uma autobiografia, apesar da história do escritor embasar boa parte do conteúdo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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